Por Ricardo Silva São Pedro
Mais uma copa se aproxima e o Brasil pára para ver a bola rolar. No país são gastos milhões em comemorações, com o efeito manada que surge com a ocasião. Tudo regado a muita bebida e estouro de fogos de artifício, para aqueles que escolhem se colocar diante da televisão e assistir aos jogos, torcendo por uma classe (os jogadores e tantos outros profissionais da área) que se alimenta de um vício de um povo sem perspectivas e que precisa de algo, que no final não tem importância real para as suas vidas.
Enquanto isso no Brasil real, verificamos o aumento dos índices de violência. Números vistos com a edição do Atlas da Violência 2018, passamos dos 30 assassinatos por 100 mil habitantes, e pasmem quase 60 por cento deste número são de adolescentes de 15 a 19 anos. Pobre país que ainda vive como que nos séculos que foram contemporâneos ao poderio de Roma, que tinha um povo na condição de escravos, que se satisfazia com o chamado pão e circo.
Pobre Brasil que chama os ladrões de salvadores da pátria.
Brasil de brasileiros que não conseguem, individualmente, ler mais de 4 livros por ano. Onde 44% não tem o hábito de ler e 30% nunca comprou um livro, tudo isso pela falta de políticas públicas de educação que tenham efetividade.
Políticas públicas que, se existissem, poderiam ser a chave para a mudança do estado de violência, apontado anteriormente, em que vivemos nos dias de hoje.
Todos vítimas de um sistema colonialista, que teima em existir, mesmo passados mais de 500 anos do nosso pseudo descobrimento, tudo por influência de alguns poucos coronéis que parecem viver como viviam os governadores gerais de outrora, das nossas "saudosas" capitanias hereditárias, e de um povo que, consciente ou inconscientemente, garantem a manutenção deste estado de coisas.
E então, depois de quase trinta dias de seu início, o seu fim, muito provavelmente, sem nossa seleção de heróis na final. E todos aqueles que estavam hipnotizados pelo ópio a eles trazido, acordam de sua euforia momentânea, olham para suas vidas e, mais uma vez, verificam que tudo continua da mesma forma, ou, talvez, pior do que antes, pois, para os mais aficionados, ficam as dívidas oriundas da diversão durante o campeonato. Dívidas estas que, agora, precisam ser pagas, junto com todas as outras que são cotidianas a todos os brasileiros.
Enquanto isso no Brasil real, verificamos o aumento dos índices de violência. Números vistos com a edição do Atlas da Violência 2018, passamos dos 30 assassinatos por 100 mil habitantes, e pasmem quase 60 por cento deste número são de adolescentes de 15 a 19 anos. Pobre país que ainda vive como que nos séculos que foram contemporâneos ao poderio de Roma, que tinha um povo na condição de escravos, que se satisfazia com o chamado pão e circo.
Pobre Brasil que chama os ladrões de salvadores da pátria.
Brasil de brasileiros que não conseguem, individualmente, ler mais de 4 livros por ano. Onde 44% não tem o hábito de ler e 30% nunca comprou um livro, tudo isso pela falta de políticas públicas de educação que tenham efetividade.
Políticas públicas que, se existissem, poderiam ser a chave para a mudança do estado de violência, apontado anteriormente, em que vivemos nos dias de hoje.
Todos vítimas de um sistema colonialista, que teima em existir, mesmo passados mais de 500 anos do nosso pseudo descobrimento, tudo por influência de alguns poucos coronéis que parecem viver como viviam os governadores gerais de outrora, das nossas "saudosas" capitanias hereditárias, e de um povo que, consciente ou inconscientemente, garantem a manutenção deste estado de coisas.
E então, depois de quase trinta dias de seu início, o seu fim, muito provavelmente, sem nossa seleção de heróis na final. E todos aqueles que estavam hipnotizados pelo ópio a eles trazido, acordam de sua euforia momentânea, olham para suas vidas e, mais uma vez, verificam que tudo continua da mesma forma, ou, talvez, pior do que antes, pois, para os mais aficionados, ficam as dívidas oriundas da diversão durante o campeonato. Dívidas estas que, agora, precisam ser pagas, junto com todas as outras que são cotidianas a todos os brasileiros.
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