Por Ricardo Silva São Pedro
Relatório
elaborado pelo Banco Mundial, divulgado no dia de ontem (28/02/2018), que
avalia que debate educação e aprendizagem
em vários países, traz informação que os estudantes brasileiros podem demorar mais de 260 anos para
atingir a proficiência em leitura dos alunos dos países desenvolvidos. Em
matemática, a previsão é de que levarão 75 anos para atingir a pontuação média
registrada nos países ricos.O relatório foi elaborado com dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). O Pisa é uma prova coordenada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aplicada de três em três anos entre 35 membros da OCDE e 35 parceiros, incluindo o Brasil. Ela avalia, principalmente, o conhecimento dos alunos em ciências, leitura e matemática.
O relatório destaca que escolaridade e aprendizagem não estão necessariamente correlacionadas. Os dados mostram, por exemplo, que 125 milhões de crianças em todo o mundo não possuem conhecimentos básicos de leitura e matemática, mesmo frequentando a escola. Sem contar com os 260 milhões que não estão estudando. No Brasil, no final de 2017, este número já estava em 2,8 milhões de crianças.
O relatório elaborado, não é, e nem deveria ser encarado como surpresa, face às deficiências em nossa educação básica, na realidade da falta de políticas públicas efetivas voltadas para a educação e proteção da nossa infância.
O Brasil termina por seguir na contramão do progresso do mundo, apesar de ser um país de muitas potencialidades e possibilidades, relegando o seu povo ao abismo da baixa escolarização.
Será preciso, pelo menos, quatro gerações para que o Brasil possa observar algo de verdadeiro acontecer, isso se começarmos a mudar desde hoje, desde já, a realidade vivida em cada uma das escolas estabelecidas nos quatro cantos de nosso país. Cabendo a nós, que ainda estamos aqui, começar, dentro de nossa casa, com esta mudança. Incentivando nossas crianças a leitura e ao desenvolvimento do senso crítico, incentivando o desafio e a criatividade de cada uma delas, em todos os campos do conhecimento. Para que estas possam ser estímulo, também, a seus pares, hoje, e seus filhos no futuro.
Muitos se perguntam: qual o país que queremos para os nossos filhos? O desafio é pensar de forma diversa: que filhos estamos deixando para o nosso país?
A mudança começa em nós, quando entendemos o nosso papel como cidadãos. Vivemos em uma democracia. Temos que acreditar que se não formos nós os agentes de mudança, ninguém mais o será. Acorda povo brasileiro. Vamos começar a mudar este país. Mudar pela luta por uma educação de boa qualidade, que é a garantia de um país que será isonômico para todos os brasileiros.
Publicado pelo jornal A TARDE em 06/04/2018, na
coluna Opinião
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