Por Jair Cotrim Rizério
O
Livro da Lei narra uma violenta tempestade sobre o mar na travessia para a
outra margem e que envolveu a barca de Jesus, em sua passagem por Cafarnaum. A
barca estava sendo submersa pelas ondas e Ele, no entanto, dormia. Os
discípulos, apavorados, chegaram até Jesus e O acordaram, dizendo: Senhor,
salva-nos, nós perecemos! Jesus estranhou o medo dessa gente de pouca fé e,
levantando-se, deu ordem ao vento e ao mar, e se fez grande calmaria (Mt 8,24-26).
Irmãos que perecemos diante da grande tempestade de corrupção que arrasa o
país, clamemos a Jesus pela intercessão da Rainha do Céu, implorando-lhe a
repetição da histórica Verdade: “Senhor, salvai-nos porque perecemos!”. Estamos
abarrotados de simultâneas crises: econômica e política; na família e na
escola; na segurança e na saúde; na ética e de caráter; crise moral e
religiosa! E porque não o dizer, crise institucional?! A Constituição da
República virou livro de ficção. Normas cogentes são ignoradas, inclusive a
“obediência aos princípios de legalidade e moralidade” (art. 37) que não
alcançaria transgressão de leis trabalhistas, segundo “leizeiros” temerosos! E
ainda temos que tolerar a prolixidade teatral de decanata figura!... Brasil tão
grande, onde encandeiam a ciência e a tecnologia e encadeiam o progresso e o
bem-estar do seu povo. Há décadas submerso na chiqueirada
político-administrativa. Mandatos conspurcados e Poderes trepidados. Que
contraste: a França pequena em território mas tão rica em soluções próprias –
artes culinárias até a produção de foguetes espaciais. E que disparate e
afronta: em vez de suspenderem o crime do voto subvencionado para aprovação de
reforma malsoante, imaginaram suspender a intervenção de combate ao crime
organizado. Pretexto diante da deserção grotesca dos reformistas, arquitetado
pelo professor de direito constitucional!... Hereges e torpes: custosa
propaganda de sobrecapa da revista VEJA (milhões de reais, tiragem de 900 mil
exemplares), e em degradante submissão ao banditismo financeiro também externo,
exibem o retrato de uma criança meditativa que somente se aposentaria no futuro
se houvesse a reforma da Previdência, já feita desde a EC n. 41/2003, custeada
pelo “mensalão”! O Livro Sagrado: “Deixai as crianças em paz e não as impeçais
de virem a mim, pois o reino dos céus é daqueles que lhe são semelhantes!” (Mt
19,14).
PUBLICADO NA COLUNA ESPAÇO DO LEITOR, COM O TITULO "TEMPESTADE", DO JORNAL A TARDE, EM 08/03/2018
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