Pular para o conteúdo principal

DESESTATIZAÇÃO UM PERIGO PARA O PAÍS


Por Ricardo Silva São Pedro
É impressionante como muitos setores de nossa sociedade acreditam no estado mínimo, como a solução para o fim da corrupção em nosso país. Estado mínimo é coisa de países pequenos sem reservas naturais. País que não tem o que extrair coisa alguma como riqueza em seu território, termina por ter um estado mínimo, por falta de opção. Os Estados Unidos, que tem xisto em seu subsolo, mineral usado em suas usinas de geração de energia, tem sua exploração totalmente estatizada, pois o xisto é estratégico para o país.
Estamos vendo a Petrobras sendo vendida. Todas as instalações próprias e de sua subsidiárias, nas regiões Sul e Nordeste, estão nos planos da empresa de "parcerias estratégicas", e todas estas transações sendo realizadas sem respeito a legislação vigente, através de inexigibilidades que ferem a Constituição Federal. As reservas do pré-sal já estão sendo exploradas por empresas estrangeiras, nada está sendo feito para que empresas brasileiras possam se envolver no processo e deter tais concessões, ou seja lá como eles estejam chamando o desmonte que vem ocorrendo na estatal.
O fato é que somos um país rico em petróleo, commoditie de suma importância para a economia mundial, e palco de muitas disputas econômicas, entre grandes economias no mundo.
Estamos perdendo a nossa soberania por completo. O nosso ouro é explorado, na histórica serra pelada, por uma mineradora australiana, o nosso nióbio, pois temos a maior reserva do mundo, mineral importantíssimo para o desenvolvimento tecnológico em todo o mundo, está sendo contrabandeado aos montes. Agora o petróleo sendo arrematado por valores irrisórios, por empresas italianas, chinesas, árabes, australianas e muitas outras nacionalidades que possam surgir interessadas em o explorar. Somos um país livre? Ou ainda somos colônia? Deixamos de ser colônia de Portugal e passamos a ser colônia do mundo inteiro. Sendo exauridos em todas as nossas riquezas até onde eles puderem. Onde ficará a nossa soberania?
Na agricultura os grande latifundiários plantam milho e soja para alimentar os animais premiados dos pastos estrangeiros e o povo no Brasil com fome. O agricultor familiar é que alimenta a todos, com o arroz e feijão, que são os alimentos básicos na mesa de todos os brasileiros, sejam ricos ou pobres. Alimentos presentes para, pelo menos, aqueles que conseguem tê-los em suas mesas todos os dias, pois temos 52 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza em nosso país.
Muito se fala, no caso do petróleo, na quebra de monopólio pela Petrobras com a venda da exploração e refino de tal riqueza, a pergunta que fica é: será que teremos mesmo concorrência saudável para os sub-produtos do petróleo?  Ou poderemos ter um outro fenômeno chamado cartelização? As empresas estrangeiras que investem em nosso país vem em busca de lucos e isenções de impostos, aliás isenção que, em muitos casos, não é, em nenhum momento, concedida ao pequeno e médio empresário de nosso país, empresários estes que sofrem com o arrocho que os impostos impõem em seus negócios, negócios que são os verdadeiros empregadores de nosso país.
O problema do Brasil não são suas estatais, o problema são os corruptos que povoam suas salas e corredores. Mas a solução simples para isso, basta que não contratemos pessoas mal intencionadas para as gerenciar, ou mais, que não tenhamos políticos eleitos que coloquem comparsas em locais estratégicos destas empresas. A nossa soberania deve ser preservada. A nossa riqueza natural tem que continuar a ser nossa.
Leia também

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

260 ANOS PARA TER PROFICIÊNCIA EM LEITURA NO BRASIL

Por  Ricardo Silva São Pedro Relatório elaborado pelo Banco Mundial, divulgado no dia de ontem (28/02/2018), que avalia  que debate educação e aprendizagem em vários países, traz informação que o s estudantes brasileiros podem demorar mais de 260 anos para atingir a proficiência em leitura dos alunos dos países desenvolvidos. Em matemática, a previsão é de que levarão 75 anos para atingir a pontuação média registrada nos países ricos. O relatório foi elaborado com dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). O Pisa é uma prova coordenada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aplicada de três em três anos entre 35 membros da OCDE e 35 parceiros, incluindo o Brasil. Ela avalia, principalmente, o conhecimento dos alunos em ciências, leitura e matemática. O relatório destaca que escolaridade e aprendizagem não estão necessariamente correlacionadas. Os dados mostram, por exemplo, que 125 milhões de crianças em todo o mun...

ESTÁ FALTANDO BOM SENSO

Por Roque Oliveira De vez em quando estou lendo, especialmente em A Tarde, pessoas, as quais se tinha na conta de ajuizadas, escrevendo a respeito de política e lamentando a ausência de Lula nos debates políticos pois não é candidato e, por isso, não pode participar das discussões a respeito das eleições que se aproximam. Concordo com cada um que pensa assim e respeito, até à morte, seu direito de pensar dessa forma. Só não concordo, e devo ser respeitado por isso, é com a falta de bom senso dessas pessoas, já que o Brasil precisa sair desse marasmo, precisa acabar com essa história de manter esses políticos indo e voltando, como se não houvesse renovação. Sei que nessa lista apresentada os que se propõem a renovar não se apresentam com condições para tal, haja vista a dificuldade que poderão encontrar para tanto, mas, mesmo assim, acho que precisamos pensar melhor, pensar mais no futuro do Brasil e parar com essa história de dar emprego a esses elementos que, de há muito, vêm mant...

A EDUCAÇÃO QUE MERECEMOS

Por  Ricardo Silva São Pedro O quanto, a educação de qualidade, faz falta as nossas crianças e adolescentes, sejam eles do ensino fundamental, ou do ensino médio. Nesta perspectiva, resolvi procurar dados oficiais que tratassem da situação atual dessa educação deficiente, em números, e me deparei com um  ranking  de escolas mais bem colocadas, no âmbito do Estado da Bahia, no exame do Enem em 2015. É estarrecedor verificar que num total de 100 instituições que se colocaram entre as melhores da Bahia, apenas uma estadual esteja listada. Trata-se de uma escola em Vitória da Conquista,  o Colégio da Polícia Militar (CPM) Eraldo Tinoco, ficando no 68º do referido  ranking . É impressionante como a sociedade civil “dita” organizada, não se mobiliza diante de notícias como estas. Os nossos cidadãos estão entregues ao fracasso educacional, a ignorância, pela falta de investimento e, principalmente, preocupação dos governantes eleitos, na educação bási...