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SEM CIÊNCIA E TECNOLOGIA, O ATRASO!



Por Jair Cotrim Rizério
Desalentadora a situação do nosso país no decisivo setor de desenvolvimento e sonhada prosperidade de qualquer Nação civilizada. Trata-se de prioridade de investimentos na área de ciência e tecnologia e inovação. Que caminha, alertam pesquisadores, rumo ao “risco de colapso imediato e irreversível”! E o pior, com os cortes orçamentários em programas que já pararam (foguete VLS) e que não podem parar por falta de verbas (SIRIUS e SUBMARINO NUCLEAR). Pesquisas nessas áreas de conhecimento repercutem em setores fundamentais da ciência e tecnologia brasileiras, que nos livrariam de maior dependência externa, com mais geração de riquezas para o Brasil, a partir de patentes científicas e industriais em áreas tradicionais de pesadíssimos ônus que assumimos para utilizar soluções estrangeiras. Vejamos a fábrica de automóveis GURGEL desenvolvida no Brasil com soluções tecnológicas próprias, mas levada à falência no desgoverno Collor! Seria hoje um complexo industrial genuinamente brasileiro, nos moldes da RENAULT francesa ou da FORD americana. A RENAULT, por exemplo, não fabrica somente automóveis, como ainda ônibus, motores, veículos elétricos, robôs industriais e vários outros produtos tecnológicos. A França, pequena em território, mas tão rica em soluções próprias – setores das artes culinárias até a produção de foguetes espaciais. Seguramente, a expectativa do campo tecnológico e científico do nosso país é de muita desconfiança e tristeza! Enquanto isso, perdões de débitos e renúncias fiscais de trilhões de reais em favor de setores poderosos – petrolíferas e agronegócios – são inexplicáveis. E órgãos importantíssimos da administração pública denunciam falta de recursos para o trabalho, a exemplo da valorosa Polícia Federal. E o Brasil passado para trás, com nações menores jogando-lhe poeiras!... França, Alemanha, Holanda etc. já discutem e começam a pôr em prática a “transição energética”, rumo à sociedade de energias alternativas – solar, eólica, hidrogênio, elétrica – e conseguem desenvolver sistemas eficazes de transporte público, aqui tão atrasado! Há quase 200 anos a Europa resolveu o problema de transporte ferroviário da população ao longo de grandes distâncias nacionais. Sequer temos uma malha ferroviária para esse mister. Curvamo-nos à “economia de comodities”, em vez de uma economia de alto valor agregado de nossa produção. A exploração de nossos minérios, atividade tão sólida, não passa de extrativismo em larga escala! Vendemos o minério de ferro barato a americanos, russos, chineses e europeus, para construírem aços especiais de seus foguetes. É a mentalidade nefasta da mediania “enriquecida” e disfarçada em austeridade. Sinais vermelhos do obsolescer a encandearem a visão e encadearem o progresso! Cruzes!
PUBLICADO NA COLUNA ESPAÇO DO LEITOR, DO JORNAL A TARDE EM 08/01/2018

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