Por Ricardo Silva São Pedro
Em 05 de abril de 2017, a
revista científica The Lancet, considerada uma das principais
revistas médicas independentes do mundo, publicou estudo
sobre a situação do tabagismo em todo o globo. Os números trazidos, de dados
levantados entre 1990 e 2015, evidenciam uma diminuição do consumo de tabaco no
Brasil, a porcentagem de fumantes diários
no país caiu de 29% para 12%, entre homens, e de 19% para 8%, entre mulheres.
Em números absolutos o Brasil ocupa o oitavo lugar no mundo em
consumo de tabaco, tendo 7,1 milhões de mulheres e 11,1 milhões de homens
fumantes. Os números ainda são altos, são cerca de 18,2 milhões de brasileiros
fumantes, mas a redução de consumo colocou o Brasil entre os campeões de queda do
seu uso.
"Fumar cigarro
continua sendo o segundo maior fator de risco de mortes prematuras e
deficiências e, para reduzir seu impacto, devemos intensificar o controle",
avalia uma das autoras do estudo, Emmanuela Gakidou, em entrevista à BBC.
O Instituto Nacional do Câncer (Inca), para celebrar o Dia
Mundial Sem Tabaco em 2017, comemorado todo 31 de maio, lançou a campanha “O
cigarro mata” e apresentou dados de uma pesquisa sobre o custo nacional relacionado
ao consumo do tabaco. Tendo como base o ano de 2015, foram associadas 156 mil
mortes relacionadas. O país registrou 378 mil de doenças no pulmão e 478 mil
infartos e internações devido a doenças cardíacas provocadas pelo seu consumo.
Com uma enorme perda econômica, com valores que alcançam R$ 56,9 bilhões ao ano,
gastos em tratamentos de doenças causadas pelo consumo. Valor que, na época da
divulgação, equivalia a 3,5% do PIB apurado.
No Brasil, além da proibição de campanhas publicitárias, o país
tem aumentado os impostos relacionados com a venda do produto, restringido o seu
uso em lugares fechados, bem como alertas e informações sobre os efeitos venenosos
do tabaco são divulgados em escolas, universidades, mídia, e nos próprios maços
de cigarro. Estas são ações positivas que melhoraram as estatísticas nacionais.
A idade média de experimentação entre os jovens no Brasil é
de 16 anos, sendo maior entre estudantes da rede pública de ensino. Importante
mencionar que este é o grupo no qual grande investimento deve ser feito, pois
90% dos fumantes iniciam seu uso antes dos 19 anos, faixa em que o indivíduo
ainda está na fase de construção de sua personalidade.
Restando a nós, como cidadãos, diante de todos os esforços no país, procurar influenciar os que estão ao nosso redor, filhos, familiares, amigos. Dissuadindo, cada um deles, a não começar o uso ou, na existência do vício, apoiando para que o consumo deixe de existir. Temos que vencer o tabagismo no Brasil.
Restando a nós, como cidadãos, diante de todos os esforços no país, procurar influenciar os que estão ao nosso redor, filhos, familiares, amigos. Dissuadindo, cada um deles, a não começar o uso ou, na existência do vício, apoiando para que o consumo deixe de existir. Temos que vencer o tabagismo no Brasil.
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