Por Ricardo Silva São Pedro
A
Petrobras vem sofrendo um desmonte que irá culminar na sua extinção, num futuro
próximo, neste momento quem o faz, diz que esta é uma forma de combater a
corrupção.
Estes
são dados da Federação Única dos Petroleiros, que trazem que em menos de dois
anos já foram privatizados vinte e nove ativos do Sistema Petrobras, somente na
gestão do sr. Pedro Parente, como é o caso da Liquigás Distribuidora, Parque da
Conchas, Campos do Roncador e Lapa, as Sondas P-03, P-10, P-14, P-17, P-23,
P-59 e P-60, Carcará, Petroquímica Suape, as Térmicas Rômulo Almeida e Celso
Furtado, Nova Transportadora do Sudeste (NTS), e Petrobras Gás S.A. (Gaspetro).
E mais vinte estão em fase final de negociação, como as Fafens, a PBIO, Campo de
Baúna, campos terrestre, campos em águas rasas e a Transportadora Associada de
Gás S.A. (TAG).
Não
são apenas ativos que estão no plano de privatização, o desmonte também prevê o
sucateamento e desvalorização das plantas. A redução de efetivo no período de
2014 a 2017 foi de quase 270 mil trabalhadores a menos no Sistema Petrobras.
Foram mais de 23 mil empregados próprios e quase 240 mil terceirizados.
Agravando o número de acidentes de trabalho. Além da empresa já ter anunciado, a
pretensão de voltar a ter a multicarreira, que no passado levou ao trágico
acidente da P-36.
A Carta Capital publicou, em seu site, em 26 de março de 2018, pesquisa que apontava
que 70% dos brasileiros são contra a privatização da Petrobras, enquanto 78%
são contra o capital estrangeiro na companhia. Talvez por isso a atual
direção da Petrobras evite usar a palavra “privatização”.
Sob
o eufemismo “parcerias e desinvestimentos”, o plano estratégico tem a meta de
privatizar US$ 34,7 bilhões de ativos da estatal entre 2015 e 2018.
As
privatizações têm sofrido questionamentos na Justiça e no Tribunal de Contas da
União (TCU). Em março de 2017, a Petrobras divulgou que “adaptou o seu
programa de desinvestimentos à sistemática aprovada pelo TCU”.
A
adaptação teve resultado sobre as vendas em andamento e não surtiu efeito sobre
os projetos cujos contratos, de compra e venda, já haviam sido assinados.
A
posição do TCU é contraditória, apesar de apontar os desvios dos processos de
privatização em curso, permitiu que aqueles em fase avançada fossem concluídos
sem nenhum reparo.
Do
mesmo modo, o TCU e os vários órgãos de controle se omitem em relação à
política de substituição do monopólio estatal da Petrobras por monopólios
privados, o que é absolutamente vedado pela Constituição, em seus artigos 170 e
173, §4º.
Na
publicação ficam confirmadas as informações sobre os ativos já privatizadas, quando destacam a venda de
90% da participação acionária na Nova Transportadora do Sudeste (NTS), da
Petroquímica Suape e Citepe e da Liquigás, sendo que esta última recentemente
impedida pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
Dos
projetos de privatização encerrados e que foram destinados à reavaliação para
compor a nova carteira, destacaram a cessão dos direitos de campos terrestres,
de concessões em águas rasas nos Estados de Sergipe e Ceará, nos campos de
Baúna e Tartaruga Verde e a alienação de participação acionária da BR
Distribuidora, que recentemente foi concluída por meio de oferta pública de
ações.
Diante
das restrições para aceleração das privatizações decorrentes da sistemática
exigida pelo TCU a alta direção da Petrobras passou a formar estratégicas
parcerias.
Por
meio da parceria com a francesa Total vendeu 22,5% (do total de 65% que possui)
da concessão de Iara e outra de 35% (dos 45% que possui) no campo de
Lapa. Em fato relevante a Petrobras informa que o acordo envolve US$ 2,2
bilhões.
Então
ficamos assim, desinvestimento não é privatização e parceria estratégica não é
desinvestimento? É evidente que o resultado da parceria é a privatização
sem respeitar as regras estabelecidas com o TCU.
Até o momento, foram
firmados memorandos, acordos e contratos sob a bandeira das “parcerias
estratégicas” com cinco multinacionais, a francesa Total, a chinesa CNPC, a
inglesa BP, a estadunidense ExxonMobil e a norueguesa Statoil.
Entenda a legalidade das ações tomadas pela atual direção da Petrobras.
Entenda a legalidade das ações tomadas pela atual direção da Petrobras.
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