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POLÍTICA NÃO É PROFISSÃO



Por Ricardo Silva São Pedro
As eleições 2018 estão aí e, depois dela, muitas outras. E em quem vai votar o povo brasileiro? Tenho sustentado uma posição, que tem sido assumida por muitos nas redes sociais, e por isso resolvi redigir um texto que trata sobre o assunto.
Toda a sociedade, ou pelo menos grande parte dela, tem questionado sobre a legitimidade daqueles que nos representam em Brasília, nos Estados e Municípios. O que todos devem ter em mente é que política não deve ser sinônimo de profissão. Então, por que reeleger, tantas vezes, tantos indivíduos a cargos públicos? Temos que começar a movimentar uma rede virtuosa para a divulgação de tal ideia. Se o nosso problema está naqueles que cumprem mandato nos gabinetes e câmeras legislativas, por que mantê-los lá? Temos que começar a convencer a sociedade de que eleito que já exerceu cargo, não deve se reeleger. Vamos retirar estes lobistas, de causas próprias, de seus gabinetes vitalícios e trazer eles para a vida real, a vida da labuta diária de cada um de nós brasileiros comuns.
Você que está lendo este texto, que se recorda em quem votou na última eleição, ou vem votando em um mesmo indivíduo a muitas eleições, já se perguntou o que ele fez de verdade em prol da sociedade. Já tentou, como eleitor, reivindicar algo perante ele?
Temos que começar a renovar os quadros, procurar mecanismos para renovação de 100,00% de todas as vagas. Com a lei eleitoral vigente em nosso país, ainda será possível que muitos daqueles que estão aí, desde sempre, voltem a se reeleger. É bem certo, que uma campanha de renovação de 100,00% da política, não será nada fácil para a nossa sociedade. Depende da existência de pessoas novas, com boas ideias, e com senso de coletividade, dispostas a enfrentar a realidade de estar numa Câmara dos Deputados, por exemplo, com todos os empecilhos criados para aqueles que chegam novos e com vontade de realizar mudança e fazer acontecer proposições que realmente beneficiem a sociedade.
A renovação passa pela não eleição de filhos, irmãos e parentes dos já eleitos. Temos que reconhecer anônimos, sem esquecer-se de conhecer a vida pregressa de cada um deles. Aliás, verificação que deveríamos fazer com cada um daqueles que já estão aí e que, de forma cínica, voltarão aos palanques para proferir aquele velho discurso repetitivo e vazio, que fala sobre a valorização da segurança, da saúde e, por fim, da educação do povo, tudo por uma sociedade com mais oportunidades. Promessas vazias que só servem para inflamar meia dúzia, que por não terem disponibilizado nenhum dos serviços citados anteriormente, principalmente a educação, de forma efetiva, acabam por acreditar e renovam seus votos, reelegendo cada um daqueles que continuam achando que política é profissão.

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