Por Anilton Silva, Arquiteto e Urbanista
Quando
você olha muito para o abismo, o abismo atrai você. O Brasil está olhando muito
para o abismo, neste tempo de caos.
O
país atravessa uma das suas piores crises política, institucional, jurídica e
moral. Enquanto isso, as forças que controlam o mercado tentam impor um títere presidente
através da união dos políticos do centrão, visando sacrificar mais ainda, o
povo brasileiro. O neoliberalismo, política econômica de que elas se alimentam,
mostrou-se um risco com a greve dos caminhoneiros, política que tende a agravar
a crise do país.
O
Brasil precisa fortalecer o seu mercado interno e potencializar de forma
sustentável o uso de seus recursos naturais, porem como, diante de um governo
que implanta um regime trabalhista escravagista e um entreguismo que doa o
pré-sal, pretende leiloar a maioria das ações da Petrobras e da Eletrobrás, além
de permitir a exploração por estrangeiros de minérios valiosos (uranio, vanádio,
etc.)?
O
país necessita caminhar na direção de uma aliança forte com o BRICS e buscar
novos mercados para exportação, para não ficar dependente dos gigantes
comerciais. É imperativo superar o estágio de exportador de commodity e
importador de manufaturados. A Índia que faz parte do BRICS tem evoluído bem,
mesmo diante dos problemas da globalização.
Em
tempo de caos, o que menos precisamos é de um governo manipulado pelo mercado, o
regime atual é um modelo para ser sepultado e não para ser continuado.
Entretanto, não temos perspectiva de algo novo com as eleições assim, o que Gramsci chamou de sintomas mórbidos,
quando o velho não morre e o novo não nasce se perpetuam.
Os políticos estão seduzidos pelo abismo e cada vez mais empurram o país
para lá, com o apoio de setores do judiciário, tudo por conta de seus interesses.
Ignoram que se o país cair no abismo eles vão juntos. O tempo é como uma flecha
em movimento, não tem curva nem volta e o país também.
PUBLICADO NA COLUNA OPINIÃO, DO JORNAL A TARDE, EM
12/07/2018
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