Por Augusto José Freitas de Souza
Alô alô, brava gente brasileira, que em tempos eleitoreiros deixa-se dominar por esta paixão tribal, que mais parece carnaval, com tantas alegorias, confetes e serpentinas, espalhadas e derramadas pela cidade, ou quem sabe pela memória superficial dos acontecimentos históricos, mal (mau) aprendidos nos bancos escolares, ou ocultados propositadamente por quem escreveu a história e deixou o povo tupiniquim nas trevas da ignorância perpétua, cativos da elite dominante, patenteada pelo colonialismo estrangeiro que nos escravizou economicamente, pelos séculos amém, tornando-nos exilados de uma Babilônia sem direito a alforria, e que fazem exacerbar os nossos neurônios combalidos e cauterizados pela mídia infame, que nos dizem terem os magos da política soluções para as nossas mazelas e misérias, e curiosamente, os nossos sábios doutores redescobrem as formulas mágicas a cada quatro anos, ressurgindo das suas tumbas mumificados pela ganância do poder, para mais uma vez nos fazerem de bobos, jogando amigos contra amigos, como se fossem torcedores de time rivais, levantando mágoas, enquanto esses senhores verdugos não estão nem aí para a grande maioria do povo brasileiro (NÓS), pois nos seus projetos, não estamos incluídos. Votarei sim, não deixarei de exercer o pouco que me resta, desta falida e falsa democracia, mas não depreciarei os direitos de escolha dos meus compatriotas, mesmo que estes estejam em conflito com os meus, ou que sejam direcionados pela ignorância histórica. Só peço a Deus que as escolhas sejam justas para com o país e que as nossas lágrimas não continuem derramadas por mais quatro anos. E viva o povo brasileiro.
PUBLICADO NA COLUNA ESPAÇO DO LEITOR, DO JORNAL A TARDE, EM 20/09/2018
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