Por Achel Tinoco, Escritor
Candidatar-se
à presidência, tornou-se um mero capricho. Pois então vejamos os candidatos:
tem ativista sindical, comunista, nacionalista, socialista, fascista,
ambientalista, religioso, militar, e até presidiário. Menos um candidato
capacitado, digno, para melhorar a situação do país e fazer com que nos
orgulhemos dele. Todos são igualmente populistas. E têm em comum: nenhum deles
apresenta um projeto de governo sério, viável; nenhum deles sabe o que fazer
com a economia; nenhum deles acredita em educação; nenhum deles se preocupa com
a saúde; nenhum deles enxerga a violência; nenhum deles sabe onde fica o nariz.
Resumem-se em desconstruir um ao outro.
Não se preocupe o
povo: o povo é o que interessa. Interessa como? Ora, nas urnas. O voto,
desinteressado eleitor, é o mísero elo entre ‘vós’ e o candidato. Na verdade,
ele não lhe representa. Balela! Para se elegerem, todos se acorrentam a todos;
todos aceitam o apoio de todos — e de ‘todas’ —, sejam eles da Direita, da
Esquerda, do Centro ou da Esquina. Até se o demônio aparecer, eles darão um
jeito de enfiar-lhe uma aliança. Todos são igualmente descarados! E para
desancar ainda mais a esperança, temos um eleitor igualmente descarado, sem
nenhuma educação política ou convicção ética. O que importa para ele são os
interesses particulares e as paixões. Vota no candidato X porque ele vai lhe
dar um saco de cimento; vota no candidato Y porque ele prometeu calotear a
dívida; voto no candidato Z porque ele vai fazer o milagre da multiplicação dos
pães e dos jumentos. Ninguém vota naquele candidato porque ele pensa no bem
comum. Não. ‘Farinha pouca, meu pirão primeiro’; se a minha casa está
iluminada, a do vizinho que se exploda.
Como vemos, o político é a cara do leitor, e vice-versa.Então o que fazer? Em quem votar?
Vá lá saber!
Publicado no Jornal A Tarde, na Coluna Espaço do
Leitor, em 07/08/2018
obrigado, meu amigo. Esperemos pelo milagre de um candidato pelo menos razoável.
ResponderExcluirEstá complicado meu caro Achel. Mas vamos esperar e ver se existe alguém que traga um discurso diferente. Que seu texto aqui divulgado acenda uma centelha na mente de muitos que o lerem. Democraticamente, o voto é nossa maior arma.
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