Por Mariana Dias Knapp
Como já é de costume, em
épocas de eleição, há um total empenho dos candidatos aos vários cargos
previstos, em fazer promessas diversas; muitas das quais, não se concretizam. A
história está aí para comprovar isso.
Mas, na verdade, o que me
chama mais atenção, é que em nenhum programa de governo (me limito agora aos
candidatos à Presidente), salvo engano e minha possível distração, não
identifiquei no quesito EDUCAÇÃO, nenhuma proposta que retornasse às escolas,
como disciplinas obrigatórias, EMC (Educação Moral e Cívica) e OSPB
(Organização Social e Política do Brasil); disciplinas tão importantes e
fortalecedoras da cidadania do indivíduo.
Pontuando
o quesito acima mencionado, me admiro que tão importante quanto fazer mais
escolas, é a necessidade de se promover uma educação de qualidade, com
capacitação/atualização constante dos professores nas matérias; com
desenvolvimento de novas técnicas de ensino e aprendizado, acompanhando a era
digital; educação que desenvolva pessoas com capacidade de raciocínio;
questionamentos; análise; matérias que efetivamente incluam as pessoas no
conhecimento do seu país, suas leis, sua Carta Magna, sua efetiva cidadania.
Vejo que as disciplinas EMC e OSPB nunca deveriam ter sido retiradas da grade
curricular das escolas, sejam elas públicas ou particulares. Entendo que é um
direito de cada cidadão, desde criança, conhecer a estrutura de seu país, de
sua nação, de seus governantes. É efetivamente importante reforçar a questão da
moral, do respeito, da organização social e política do nosso país. As crianças
precisam crescer desenvolvendo o senso crítico; questionando desde cedo aos
pais, professores, educadores, dentro, óbvio, do seu limite de idade e
compreensão, toda a realidade que os cerca. Elas têm que saber como “funciona”
seu país desde cedo, a fim de que cresçam adultos conscientes, críticos, com
capacidade de julgamento. As crianças precisam conhecer um pouco mais “desse
mundo”; e, apesar de matérias isoladas não serem totalmente responsáveis, elas
são a alavanca para o aumento do conhecimento político.
Como abordei no início, as propostas de EDUCAÇÃO não deveriam contemplar só o aumento do número de escolas, mas a reforma das grades curriculares; a inclusão/reinserção de matérias realmente importantes para toda vida do indivíduo; a preocupação com o efetivo aprendizado e desenvolvimento dos pequenos cidadãos; o conhecimento, em etapas (acompanhando o desenvolvimento cognitivo por idade), da Constituição do país. Só assim teremos futuros eleitores conscientes e seguros das suas convicções e decisões, com o propósito de terem um futuro seguro e melhor. E isso, acredito, é o que realmente importa.
Como abordei no início, as propostas de EDUCAÇÃO não deveriam contemplar só o aumento do número de escolas, mas a reforma das grades curriculares; a inclusão/reinserção de matérias realmente importantes para toda vida do indivíduo; a preocupação com o efetivo aprendizado e desenvolvimento dos pequenos cidadãos; o conhecimento, em etapas (acompanhando o desenvolvimento cognitivo por idade), da Constituição do país. Só assim teremos futuros eleitores conscientes e seguros das suas convicções e decisões, com o propósito de terem um futuro seguro e melhor. E isso, acredito, é o que realmente importa.
PUBLICADO NA COLUNA ESPAÇO DO LEITOR, DO JORNAL A TARDE, EM 29/09/2018
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