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Mostrando postagens de setembro, 2018

VOTAR EM QUEM?

Por Aurora Boreal e Silva Pode ser que as palavras que seguem sejam um provérbio chinês, não tenho certeza. “O medíocre fala de pessoas. O comum fala de fatos. O sábio fala de ideias”. Eu tenho um critério para votar. Voto em candidatos conservadores para o Executivo e em progressistas para o Legislativo. Quanto ao candidato, avalio se as ideias que ele defende combinam com minha visão de mundo e de sociedade, se tem discernimento e tirocínio para analisar as entrelinhas de um projeto “matreiro” originário do Executivo. Se ele está alinhado com o que diz o Art. 1, § 1 da Constituição Federal: Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição. Por isso, acho preocupante que partidos e candidatos façam campanha em torno de nomes e não de programas. Que nenhum deles diga como irá cumprir o que promete, alguns estão exercendo mandatos há vários anos, mas não apresentam ao distinto público o custo-benefício do ma...

BRAVA GENTE BRASILEIRA

Por Augusto José Freitas de Souza Alô alô, brava gente brasileira, que em tempos eleitoreiros deixa-se dominar por esta paixão tribal, que mais parece carnaval, com tantas alegorias, confetes e serpentinas, espalhadas e derramadas pela cidade, ou quem sabe pela memória superficial dos acontecimentos históricos, mal (mau) aprendidos nos bancos escolares, ou ocultados propositadamente por quem escreveu a história e deixou o povo tupiniquim nas trevas da ignorância perpétua, cativos da elite dominante, patenteada pelo colonialismo estrangeiro que nos escravizou economicamente, pelos séculos amém, tornando-nos exilados de uma Babilônia sem direito a alforria, e que fazem exacerbar os nossos neurônios combalidos e cauterizados pela mídia infame, que nos dizem terem os magos da política soluções para as nossas mazelas e misérias, e curiosamente, os nossos sábios doutores redescobrem as formulas mágicas a cada quatro anos, ressurgindo das suas tumbas mumificados pela ganância do poder...

O BRASIL PEDE SOCORRO

Por Fernando G. Habib É forçado reconhecermos, nunca estivemos tão próximos do caos tanto quanto agora. E, como  sinônimos de caos, podemos adjetivar a nossa presente situação política tal qual como sendo anárquica,  desordenada, eivada de obscuridades, pandemônica ou, até mesmo, uma autêntica barafunda. Qualquer  um desses qualificativos adéqua-se, sob medida, enquadrando-se como uma luva. Uma substancial parcela das atuais circunstâncias respondem, de um lado, o nosso nefasto, comprometido e  amplamente desacreditado Judiciário, arbitrário de acordo com as escusas conveniências e, do outro, a responsabilidade  cabe ao nocivo e por demais abjeto Legislativo, representado por uma plêiade de políticos, de reconhecidamente mau  caráter, destituídos sequer de um mínimo de pudor, decoro parlamentar, ou mesmo do minimamente exigível espírito  pátrio de brasilidade, resultante da desenfreada e incontida corrupção e da desavergonhada apátrida subver...

A DESESTRUTURAÇÃO FAMILIAR E EDUCACIONAL

Por Alderico Sena, Especialista em gestão de Pessoas A desestruturação familiar e educacional tem levado o jovem a adotar um comportamento extremo, o que tem levado a um novo modelo de relações entre pais e filhos. Resgatar a essência familiar é um dever cívico de todo cidadão, considerando que a falta de afeto no seio familiar tem contribuído e muito para a baixa autoestima dos jovens, causando em primeira instância a automutilação, isolamento, ingresso com drogas e até ao suicídio. Filhos são referências e exemplos da educação e dignidade dos pais. E vergonhoso como o desrespeito já começa em casa e reflete na escola. As crianças não respeitam mais professores não por culpa deles, mas sim, por culpa de muitos pais que não colocam a questão da educação familiar como prioridade, afinal a educação é a base do desenvolvimento humano. Disciplina, limite e responsabilidade se aprende em casa. Interação, amizade, lealdade, pureza, solidariedade, cooperação e compartilhamento entre ...

VOTO: SOBERANIA POPULAR

Por Graça Góes O voto tem o poder de consolidar a Democracia e de firmar a cidadania. Escolher, conscientemente, as pessoas que nos vão representar entre aqueles que têm projeto e idéias voltados para o benefício da população, acompanhando sempre o comprometimento do candidato no exercício do mandato. Os políticos não são todos iguais, nem todos são corruptos.Riscar do mapa os políticos que se abrigam em núcleos fundamentalistas e que se utilizam desses núcleos para a sua própria ascensão e quando lá estão, só pensam em vantagens pessoais, no toma lá dá cá. Eles não têm projeto nem idéias para beneficiar o povo. Só apresentam o espetáculo do espernear, do gritar, do falar mal dos outros, do exibicionismo medonho, que impressiona, apenas, os mais incautos. Riscar do mapa, também, pessoas e grupos aventureiros que acenam para o autoritarismo, que destrói a Democracia, duramente conquistada. Aqueles que pregam o voto nulo, trabalham contra si próprios e contra o Brasil. Votar nos dá a...

REFLEXÕES DO OCASO

Por Graça Góes Não sei como existem pessoas que, em um discurso de ódio, pregam e exaltam a tortura dos próprios irmãos, investindo, assim, às avessas, contra os ensinamentos de Jesus Cristo, que só pregam o amor; não sei como existem pessoas que praticam a injustiça contra o outro, violando, para isso, até as leis estabelecidas na sociedade dos homens; não sei como existem aqueles que usurpam os direitos elementares dos mais fracos em detrimento da sua dignidade, enquanto, por outro lado, engrandecem e locupletam, generosamente os abastados, aqueles que não precisam de quase nada; não sei como existem, ainda, aqueles que parecem não se importar que as riquezas do seu próprio país se esvaiam e que a soberania do Brasil se encontre abalada pela indiferença, ignorância ou até mesmo pela conivência vergonhosa. Publicado no Jornal A Tarde, na Coluna Espaço do Leitor,  em 15/08/2018

EXERCÍCIO DE CIDADANIA

Por Graça Góes Nós brasileiros temos a obrigação cívica de lutar contra essa “onda” nascida não sei de onde, que estimula a dissensão e a incivilidade, que joga irmão contra irmão. É preciso estar alerta para não ser conduzido por esse caminho, onde se digladiam “coxinhas”, “mortadelas” e etc. Essas denominações, por si pejorativas, provocam animosidade, sendo melhor evitá-las. Mas quando pessoas chegam ao ponto de extrapolar para a violência, para o ódio, aí é o momento de se parar e refletir se não estamos sendo manipulados e conduzidos por forças estranhas ao convívio social que dividem o país com o objetivo de transformá-lo em anarquia e em campo de batalha. Temos exemplos na História geopolítica de países que foram divididos em inimigos irmãos ou irmãos inimigos, como queiram. Não se pode esquecer os pilares que sustentam a civilidade do convívio social e, muito menos, as bases democráticas do Estado de Direito. O momento que estamos vivendo é delicado: é quando as pessoas e...

PAISANADA DESCENTE!

Por Jair Cotrim Rizério Há quantas décadas vem o nosso país andando na marcha à ré, exibida no índice de desenvolvimento da inovação, ciência e tecnologia?! Vamos ficando para trás, na era do carro-de-boi, enquanto outras nações menores e sem o nosso potencial de riqueza avançam. Culpa também da impolitização do nosso povo, alimentada pelo nefasto “aglomerado heterogêneo de homens com vocação para aconchegar-se ao poder”! Evidente, um grande esforço dessas forças do atraso na manutenção da desinformação, sem a qual não vicejam. Quanto me lembro da década até de 60, com ensino de qualidade, Colégio Central, Severino Vieira e ICEIA, e lá no meu longínquo sertão a Escola Normal de Caetité, terra do mestre Anísio Teixeira. Que erudição de professores primários ali formados e que conheci. Irmãos Hugo e Helena Leite Meira, Maria Nilza Azevedo e Zênia Maria Dantas, dentre muitos. Hoje, vemos o Ensino Médio do Brasil na UTI. A educação e cultura jogadas no acostamento da estrada. Pagaram c...

ODEIO DITADURA

Por Maria Virgínia Matos Oliveira Costa Ditadores precisam de poder para ditar ordens, e de dinheiro para se manterem no poder. Os ditadores militares usam a tortura no lugar do dinheiro, tão desprezível quanto. O maior perigo da longevidade das ditaduras e dos governos conservadores está na FORMAÇÃO de cidadãos com mentes desbotadas, sem criatividade, que não queremos para o futuro do Brasil. Clistenes, ano 500 a.C., convenceu os atenienses que o poder deveria vir do povo: demo (povo) cracia (poder) . Na Idade Média, esse conceito foi desprezado, retornando no século 18, com as revoluções burguesas, como conta a história. Mas, como viver uma democracia, em pleno século 21, com tantos “engodos” dos representantes do povo? Por que “política” não é disciplina nas escolas, para conscientizar o cidadão da importância e responsabilidade dessa representação? Por que os representantes em potencial precisam de dinheiro para se elegerem? Não seria melhor a obrigatoriedade de part...