Por Ricardo Silva São Pedro
O senador Cristovam Buarque, um ferrenho defensor da educação de qualidade nos país, em 2014, em discurso no plenário do Senado já afirmava que, o despreparo de boa parte dos estudantes que ingressam no ensino superior, ocasionado pela má qualidade da educação de base (educação básica) oferecida pelas escolas do país, é uma das causas da redução do número de estudantes que concluem seus cursos. Dados do Inaf (Indicador de Alfabetismo Funcional), com relatório emitido em maio de 2016, estudo realizado pelo IPM (Instituto Paulo Montenegro) e da ONG Ação Educativa, com apoio do Ibope Inteligência, de que no Brasil, apenas 22,00% das pessoas que chegaram ao ensino superior têm nível de alfabetismo que possa ser classificado como proficiente. Outros 42,00% estariam num grupo intermediário. Mas o que mais preocupa é a constatação de que 32,00% de nossa elite educacional têm domínios apenas elementares de habilidades de leitura, escrita e realização de cálculos aplicados ao cotidiano, sendo que 4,00% podem ser inclusive chamados de analfabetos funcionais, percentual que é reflexo da baixa escolaridade oferecida à maioria dos matriculados na educação básica no país. Sendo importante frisar que os dados colocados no relatório dizem respeito a pessoas que ingressaram no ensino superior, e não trata necessariamente de indivíduos que o concluíram. Os dados relativos ao ano de 2015, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), revelam um acréscimo desordenado na taxa de desistência do curso de ingresso, na avaliação da trajetória dos alunos entre 2010 e 2014. Em 2010, 11,4% dos alunos abandonaram o curso para o qual foram admitidos. Em 2014, esse número chegou a 49%. O que se observa, com os dados, como os relatados anteriormente, é que a falta de uma política pública efetiva voltada para a educação básica, traz à população um nível de desenvolvimento intelectual e cognitivo que deixa a desejar, com uma herança que poderá ter consequências graves para o futuro do país. O que podemos esperar de um individuo que ingressa na universidade sem a menor condição de ali estar. Como não existe confirmação, pelo estudo do IPM, se aqueles que iniciaram foram até o final do curso que ingressaram, verificamos, neste caso, um potencial dano ao Erário, proveniente do gasto com essas pessoas, que ingressam no ensino superior, e por questões relacionadas com as deficiências advindas da educação básica, abandonam no meio do percurso, deixando o prejuízo da vaga ocupada, pelo prazo que ali permanecerem. Dinheiro desperdiçado que poderia estar sendo utilizado nos níveis mais baixos da educação, fazendo com que essa evasão, por incapacidade, não ocorresse da forma como acontece.
Por Mariana Dias Knapp E o resultado saiu: iremos ao segundo turno. Teremos pela frente mais momentos de tensão, disputas, brigas homéricas entre melhores amigos e familiares; desentendimentos no bar, na fila do mercado, no grupo de Whatsapp da escola, no trabalho, no futebol, etc, etc. E aí? Realmente valerá a pena todo esse desgaste? Qual o real sentido da democracia se não pudermos expor nossas opiniões? Qual a dificuldade em entendermos a palavra RESPEITO? Por que precisamos lutar por um Brasil melhor iniciando uma “guerra” nas redes sociais? Realmente faz sentido isso? Temos que manter o foco, o objetivo, o discernimento das nossas ações, a fim de que possamos ser racionais na avaliação de nossa escolha. Temos que pesquisar, estudar, nos informar para que possamos argumentar, discutir, entender até o lado contrário à nossa opinião; devemos entender mas não necessariamente para impor nossas ideologias ou pensamentos. Devemos evitar conflitos, brigas, julgamentos de “parec...
Comentários
Postar um comentário