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O DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA LEGAL



Por Ricardo Silva São Pedro
A Amazônia vem sendo desmatada, de forma criminosa, ao longo dos anos. Dados coletados pelo Ministério do Meio Ambiente, que registram monitoramento das áreas desmatadas desde o ano de 1988, mostram valores que variaram, em valores absolutos, de 21.050 Km²/ano, em 1988, para 6.207 km²/ano, em 2015, com estimativas de valores, ainda não consolidados de 7.989 km²/anos, para o ano de 2016.
Com extensão total de 4 milhões de km², desde 1988, já teve uma área de cerca de 425.000 km² desmatados. O que, num período de 28 anos, representou um percentual de 10,63% da sua área.
Números de 2011, provenientes de estudos do IBGE, indicavam que a área desmatada da Amazônia, já equivalia a três vezes o tamanho do Estado de São Paulo, com uma área total desmatada, até aquela data, de 754.840 km², que somados aos dados dos anos subsequentes, trazem uma superfície desmatada total estimada de 784.510 km², num percentual de 19,61% da área total da floresta.

Amazônia Legal é o nome atribuído pelo governo brasileiro a uma determinada área da Floresta Amazônica, pertencente ao Brasil, e que abrange nove Estados: Acre, AmapáAmazonas, Pará, Rondônia, Roraima e parte dos estados de Mato Grosso, Tocantins e Maranhão. A área corresponde a aproximadamente 5.217.423 km², cerca de 61% do território brasileiro.
Estudos realizados pelo Inpe e Embrapa, analisaram dados entre 2007 e 2008, revelando que 62,20% do que foi desmatado foi destinado a pecuária. Um dado animador, observado pelo estudo, é o de floresta em regeneração, numa área estimada de 150.815 km² de mata secundária, que se não for explorada poderá num futuro próximo recuperar a sua biodiversidade. A natureza tem esse poder de se regenerar, quando da ausência da influência humana.
A mineração e ocupações humanas, foram utilizações que mais aumentaram sua participação nas áreas desmatadas entre os anos de 2008 e 2012, segundo estudos desenvolvidos pela mesma parceria do Inpe e Embrapa.
De tudo que foi dito, observa-se que a mão humana, tem esse poder de destruir tudo o que toca. E mais ainda, as mãos das grandes forças quem detêm o poder do dinheiro em nosso país.
Somos um país continental, e com problemas imensos e difíceis de serem resolvidos, por ocasião das grandes distâncias que precisam ser sempre percorridas, mas são tantas notícias de desvios, que recheiam os telejornais e mídias em geral, que nos leva a crer que a destruição da Amazônia poderia ser evitada ou, pelo menos, minimizada ao máximo, se recursos não fossem desviados. Entendendo que a biodiversidade da floresta tem que ser preservada.
A preservação, em conjunto com a liberação de recursos, poderia transformar o nosso país num celeiro de tecnologia de saúde, com a descoberta de princípios ativos diversos, são tantas possibilidades, o que nos fortaleceria como nação diante da comunidade internacional.
Tudo isso passa por decisões políticas, que precisam ser as mais acertadas.
E como mudar isso?
Escolhendo bem os políticos que ocupam os lugares em Brasília. Vamos refletir sobre isso.
Brasil um país cheio de possibilidades e sem atores com capacidade de aproveitá-las de forma digna.

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