Pular para o conteúdo principal

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA NO BRASIL



Por Ricardo Silva São Pedro
Dados divulgados pelo IBGE, em maio deste ano (2017), dizem que 18,00% das crianças nascidas em 2015, são de mães adolescentes, entre 10 e 19 anos, o que representa cerca de 540 mil crianças nascidas de outras crianças, das 3 milhões de crianças concebidas em todo o país naquele ano. Os dados do IBGE evidenciam que a região Nordeste continua respondendo pelo maior número de nascimentos, com 180 mil nascimentos, com valores maiores, mas bem próximos daqueles ocorridos na região Sudeste. A região Centro-oeste é que responde pelo menor percentual, que é de 8,00% das natividades. 
Sendo importante ressaltar que a incidência maior ocorre entre os adolescentes que estão em maior risco social e que, também, possuem baixa escolaridade.
O estudo, trazido pelo IBGE, trata de uma redução em cerca de 17,00% de incidência de gravidezes nesta faixa etária, o que pode ser colocado como um avanço, que traz mérito a programas desenvolvidos pelo Governo Federal, em trono de política públicas que visam combater tal situação. Sendo importante frisar que, independente da redução, os números ainda são altos e criam uma situação que traz consequência danosas a sociedade.
Mais uma vez, de acordo com o exposto anteriormente, a falta de educação e a miséria aparecem como maiores causadores da situação aqui evidenciada. Precisamos acordar para o que é realmente necessário para o crescimento do nosso país e qual opções temos para acabar com a miséria que reina em nosso país. A nova métrica utilizada pelo Banco Mundial traz números de uma população de 45,5 milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza, o que representa, em valores atuais, cerca de 1/5 de nossa população.
Precisamos tomar consciência disso e buscar fazer com que esta realidade se reverta e que possamos ver estes números sendo reduzidos, não podemos continuar a ter crianças parindo crianças, sem o mínimo de estrutura psicológica para tal, que somados as dificuldades financeiras existentes, culminam em novos brasileiros fadados a miséria, miséria essa, que tende a se multiplicar, ou seja, miséria fazendo miséria.
A educação é a chave para mudança, a educação é que nos traz consciência de nosso papel como nação. É os que nos faz cidadãos. Tenho sido repetitivo em minhas postagens, mas todas elas tendem a tratar das eleições de 2018, pois são elas, como instrumento importante da nossa democracia, que aparecem como via possível de real mudança, mudança que começa em nós, através do voto consciente.
Publicado pelo jornal A TARDE em 12/12/2017, na coluna Espaço do Leitor

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

VAMOS COM FÉ, BRASIL!!!

Por Mariana Dias Knapp E o resultado saiu: iremos ao segundo turno. Teremos pela frente mais momentos de tensão, disputas, brigas homéricas entre melhores amigos e familiares; desentendimentos no bar, na fila do mercado, no grupo de Whatsapp da escola, no trabalho, no futebol, etc, etc. E aí? Realmente valerá a pena todo esse desgaste? Qual o real sentido da democracia se não pudermos expor nossas opiniões? Qual a dificuldade em entendermos a palavra RESPEITO? Por que precisamos lutar por um Brasil melhor iniciando uma “guerra” nas redes sociais? Realmente faz sentido isso? Temos que manter o foco, o objetivo, o discernimento das nossas ações, a fim de que possamos ser racionais na avaliação de nossa escolha. Temos que pesquisar, estudar, nos informar para que possamos argumentar, discutir, entender até o lado contrário à nossa opinião; devemos entender mas não necessariamente para impor nossas ideologias ou pensamentos. Devemos evitar conflitos, brigas, julgamentos de “parec...

260 ANOS PARA TER PROFICIÊNCIA EM LEITURA NO BRASIL

Por  Ricardo Silva São Pedro Relatório elaborado pelo Banco Mundial, divulgado no dia de ontem (28/02/2018), que avalia  que debate educação e aprendizagem em vários países, traz informação que o s estudantes brasileiros podem demorar mais de 260 anos para atingir a proficiência em leitura dos alunos dos países desenvolvidos. Em matemática, a previsão é de que levarão 75 anos para atingir a pontuação média registrada nos países ricos. O relatório foi elaborado com dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). O Pisa é uma prova coordenada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aplicada de três em três anos entre 35 membros da OCDE e 35 parceiros, incluindo o Brasil. Ela avalia, principalmente, o conhecimento dos alunos em ciências, leitura e matemática. O relatório destaca que escolaridade e aprendizagem não estão necessariamente correlacionadas. Os dados mostram, por exemplo, que 125 milhões de crianças em todo o mun...

A SÍFILIS NO BRASIL - DOENÇA SILENCIOSA

Por  Ricardo Silva São Pedro Em reportagem publicada em 27 de setembro de 2017, com texto de Valério Paiva, no Jornal da UNICAMP, lia-se a seguinte chamada:  Brasil registra, em cinco anos, aumento de 5.174% nas notificações da doença em sua forma adquirida . Os casos em 2010, que eram de 1.249, pularam para 65.878, em 2015, para aqueles de contaminação direta. Se tratarmos da transmissão congênita, os números são de 3.508, em  2005, e 33.381, em 2015, com um aumento percentual de 851%. O Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, emitido em 07 de novembro de 2017, dita que n o ano de 2016, foram notificados 87.593 casos de sífilis adquirida, 37.436 casos de sífilis em gestantes e 20.474 casos de sífilis congênita, entre eles, 185 óbitos, no Brasil. A taxa de detecção era de 2 casos por 100 mil habitantes em 2010, saltando para 42,5, em 2016, para a sífilis adquirida, com números de 3,5 para 12,4, em gestantes, e 2,4 para 6,8, na congênita, quando o valor...